quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Amor da minha vida.

Hoje me sentei onde costumávamos passar horas conversando, me lembrei dos teus olhos a me seguir por onde eu fosse, lembrei dos teus sorrisos fáceis, que brotavam a cada bobeira que eu falava, lembrei-me de teus conselhos, dos teus carinhos, teus abraços, nossos momentos em silêncio, nos quais você apenas me olhava e eu não entendia muito bem o porquê de você fazer isso.

Hoje eu me lembrei da tua forma de caminhar até mim quando me via, de me olhar com olhos largos a pedir por um abraço, de prestar atenção a cada sílaba que saia da minha boca.

Hoje eu lembrei do teu cheiro, aquela tua cara de sono, e eu te olhava, te tinha todos os dias, mas não sabia o quanto isso realmente significava.

Hoje a saudade apertou fundo no peito, e eu lá sentada, sem você, mas com as nossas lembranças, de nossos momentos juntos naquele lugar, hoje a saudade me fez chorar, me fez sentir vontade de te arrancar de minha mente pra poder te abraçar, hoje a saudade bateu e me fez pensar que deveria ter dado mais valor aos segundos que tinha contigo, hoje eles são tão raros, mas tão especiais. Eu não posso mais me dar ao luxo de ficar horas no gramado, sentada no teu colo, olhando as pessoas, sem dizer nada, só ficarmos ali sentadas. Agora que sei o que é realmente estar contigo, quase não a tenho. É hoje me dei conta do tempo que perdi.

By Isabeli Mazzon.

não é meu esse texto, mas entendo ele como se fosse eu mesmo que o escrevera.

Para que a vida.

para alguns a vida é uma alegria, não precisa de um saber, é feita para se curtir bons momentos. para outros a vida é um desafio. uma oportunidade de derrotar os seus inimigos interiores e finalmente ter paz. sendo isso a própria realização do ser.


E sempre nos achamos poderosos no inicio como se o fôlego não fosse acabar nunca.

Ai vem a vida e nos mostra o porque existe tanto sofrimento nesse mundo e porque tantas pessoas boas não conseguem ser felizes



Dizem que o homem que a dor não educou será sempre uma criança, pensando nisso eu concluo que não possuir algumas das coisas que desejamos é algo necessário para se conseguir ser feliz um dia. Porque a dor sempre virá, não só pra testar nos, mas para aumentar o nosso caráter. (o carvalho não é apenas testado, mas é enrijecido pelas tempestades.)

Então sofro, sofro por coisas grandes e coisas pequenas também. Mas eu desejo ir ao fundo de mim, por conta disso não serei poupado do sofrimento.




Um dia sem rir é um dia desperdiçado. Não quero perder mais dias.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Amor

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor