terça-feira, 19 de janeiro de 2010


500 dias com ela (a filosofia).

Esse filme me foi indicado por duas fontes, uma confiável (Isabela Boscov, colunista da revista Veja) gosto muito das analises dela, adoraria conhecê-la, muito, muito, muito mesmo, ( voltando ao assunto). A segunda, não confiável, um blog que um amigo me indicou; um blog que eu gosto muito(Vamos ao que interessa),que não é muito afeito a falar de filmes. Bem, as duas fontes tem um senso que eu gosto muito, então fui ver e descobri. Elas estavam certas.

500 dias com ela não é um filme que fala sobre o amor. (como o próprio locutor do filme entrega logo de início) ele fala de um rapaz que encontra uma garota, e os efeitos que isso pode causar em alguém que acredita no amor e em encontrar a pessoa certa. Bem até agora nada de muito diferente das enumeras comédias românticas que saem todos os meses no cinema, mas ele não é um filme comum, ou melhor é um daqueles filmes que faz o comum de uma maneira incrível. Existe a particularidade em mostrar os 500 dias em que, Tom um rapaz comum, nem muito tímido nem muito extrovertido se relaciona com Summer, uma garota linda muito cativante, que ao contrario dele não acredita no amor e prefere a liberdade, e a aventura, adepta do famoso Carpe Diem. Esses dias não são mostrados em uma sequência crescente, mas sim alternadamente, mostrando eventos que eram muito divertidos no início, lá pelo dia 50 por exemplo, e depois sem graça no dia 250. Existem outras particularidades, como intervenções de desenhos, animados ou não, divisão de tela mostrando as expectativas e a realidade, até um musical o filme possui, sempre com muito bom gosto de maneira que não parece grotesca ou forçada. Mas o que mais me marcou foi a veracidade da história e da moral mostrada no filme; ele é real, eu já vi acontecer, já aconteceu comigo, e é exatamente como é mostrado. Uma história sem exageros tão comuns em filmes. E por isso tenho alguns tópicos que eu gostaria de considerar sobre a filosofia mostrada no filme. Colocarei os textos por partes.

(1). Por que o amor verdadeiro de Tom não funciona?

(2). O mito da alma gêmea: Pessoas que você pode gostar muito e pessoas que você pode amar muito.

(3). Por que Summer é tão atraente e ao mesmo tempo tão perigosa.
Tom: porque essas mulheres lindas acham que podem pisar nos homens?
Amigo de Tom: São séculos de estimulo.

(4). Estou apaixonado por ela: (Isso não vai prestar).
Por que devemos dar ouvidos ao alerta dos nossos amigos.

(5). É possível viver sem compromisso e ser feliz? Porque a teoria de Summer não é perfeita.

(6). Nossa amor, como você é inteligente! Vamos pro quarto.
Uma teoria sexual.

(7). Filosofia do filme.

Extras:
Como fazer um homem feliz em 2 passos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010



A ilusão de que não somos solitários.

Acho que estou perdendo essa ilusão de que não sou um solitário. Que a solidão não deve ser minha amiga, e de que um dia formarei uma família feliz só para mim.
Tem uma pessoa em minha família, que cada vez mais parece estar prestes a morrer, a deixar todos que o amam. Ele não luta mais, só reclama como se tentasse justificar, e avisar os familiares do inevitável. Ele não ri como antes, não faz as coisas mais básicas; algumas simplesmente porque não vê mais sentido, ou porque não quer ter esperança que ainda pode lutar. Seu aniversario foi domingo, dia,11/01/2010, e é bem possível que seja o ultimo. Pelos cantos todos cochicham isso; alguns choram e desesperam-se que eu sei. No seu aniversario, mesmo na hora de tirar as fotos, era evidente aquela presença da morte no rosto dele. Nunca vi alguém que soubesse que ia morrer, até hoje. Ele parece sentir o peso da mão da morte nele, então ele da aquele sorriso falso, aquele que estica a boca mas não contagia os olhos, aquele olhar que parece fitar o nada, mesmo quando olha para alguma coisa.

Todos da nossa família se sentem inúteis, vêem alguém que amam morrendo e não conseguem fazer nada. Não porque não dá, mas principalmente porque ele não quer. Tenho pensado muito nisso, penso que não é só a morte que leva quem amamos, tantas outras coisas fazem isso, sempre com o avao da pessoa amada. Brigas bobas, em que o orgulho não permite que o perdão posso unir pessoas que se amam. Amizades que tem amor mas não tem uma boa base por parte de um dos lados, amores que nascem a partir de falsas expectativas e que poderiam se transformar, não no grande amor da vida dos dois, mas com certeza em uma coisa boa, mas não acontece por enumeras coisinhas.

Não caminhamos em grupo, caminhamos sozinhos e de vez em quando algumas pessoas estão andando na mesma trilha que a nossa, por um tempo. e na próxima curva tudo muda.

Não acho que eu tenha nascido para ser assim, tão promiscuo com tudo. Trocar de companheiros sem sentir culpa por isso, não sou eu. Sempre tento entender a beleza de qualquer um, por mais diferente que ele possa ser; se eu me dispor, com certeza acharei o belo na pessoa, e ela para de ser mais um, para se tornar única. E daí, como se pode abandonar alguém único?
Como a pessoa de minha família, a maioria não quer se ajudar, não quer pensar no assunto se for doloroso então. ''esquece''. Seguem exclusivamente seu coração e depois justificam com a razão. ''palavras do Daniel.'' Não são donas de suas vontades. Mas mesmo assim me dói de mais abandoná-las, me sinto impotente sempre achando que eu poderia fazer mais, mas fazer o que? se são elas que mesmo não escolhendo, escolhem se afastar e viver a vida na total superficialidade.

Será que estamos sozinhos? Sera que tudo é passageiro e que o amor é uma coisa muito mais pessoal do que coletiva?

Sim, por enquanto essa é a resposta que me vem na mente.